quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Psico-Publicitária


No curso de publicidade e propaganda pelo qual me formei a matéria que mais se aproximada à psicologia era a tal psicodinâmica das cores. Sinceramente, pouca importância dava às psico coisas, até que fui me tornando uma publicitária.
Comecei atuando na criação, onde as coisas precisavam ir além do "eu gosto, eu não gosto", e os porquês disso.
Mas descobri meu verdadeiro dom quando meu ex chefe fez uma proposta irrecusável para começar no atendimento. Aceitei a proposta, contando que no período da noite eu pudesse continuar criando. Seria perfeito. Atendo, crio, apresento. E quando dá tempo, dirijo os comerciais que eu mesma criei. Seria um filho totalmente a cara do pai, no caso, da mãe. Com o tempo percebi que a vida de atendimento ia além de briefings e apresentações. E percebi que reservar meia hora para uma reunião nunca é o suficiente. Afinal, você não sabe a quantidade de problemas aquele cliente tem naquele dia.
Mas o que me deixava realmente alérgica (ativado pelo sistema nervoso durantes nos momentos de tensão), era o fato de ouvir um problema, levar para a agência, e mal acompanhar no que aquilo deu, pois chegou uma hora que eu não podia fazer tudo.
Até que resolvi num dia de não muita sã consciência aceitar o convite de ser sócia de uma agência. Perfeito, afinal, poderia gerir melhores os meus clientes, indo até o fim do problema.
O que eu não esperava, é que nessa tentativa de resolver os problemas, os clientes foram se tornando pacientes. Vendeu muito, vendeu pouco, isso era tudo o que eu achava que precisava ouvir. Estou grávida, estou me separando, não tenho tempo para meus filhos, tenho um segredo para te contar, tudo isso veio no "combo".
E quanto mais tratava de resolver os problemas, maior o envolvimento. Tudo certo, se você sabe que tem o remédio para aquilo. No caso profissional, uma campanha adequada. No caso pessoal, ouvir ou dar uma palavra amiga de vez em quando.
O problema é que o problema envolve outras pessoas, pois o eu-gência não tem mais espaço quando profissionalizamos. Aí a psico-publicitária atua com outros pacientes, como uma terapia de grupo, tentando fazer todos se entenderem e viver felizes.
Aí que se percebe, que um profissional completo, precisa ter um pouco de psicologia, ou feeling na linguagem publicitária. Para ouvir, filtrar, direcionar.
Mais ou menos como acontece na vida, quando substituímos esses termos por amizade, cumplicidade, bondade ou caridade, para um bom cristão.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Do Lado de Fora


Já dizia a música que vida de publicitário em começo de carreira não é nada fácil.
Mas se levamos ao pé da letra essas coisas, podemos até crer que as renatas são ingratas ou coisas do gênero.
A verdade é que uma Renata, gratíssima pela vida que tem, e que rala muito desde o início da carreira, consegue ver coisas no seu dia-a-dia que a motivam, a fazem entender a beleza de uma profissão que tem por missão retratar a vida de forma bela.
Numa agência no interior do Paraná, com 5 portas de vidro que dão para a rua, vê mesmo nos dias mais nebulusos coisas fascinantes, e mesmo nos dias mais ensolarados, coisas nebulosas.
Enquanto olha para o lado de fora numa tentativa de concentração, ou de abstração, já teve problemas com o marido da vizinha da frente, afinal, "o que tanto essa v.... olha para cá". Tanto fez, que obrigou a pobre garota a fechar a persiana por um tempo.
Veio a mudança e a vida seguiu.
Agora observa o empenho do senhor autônomo, que no auge de seus 80 e tantos anos, empurra com sorriso no rosto o carrinho, manda um "Deus te abençoe minha filha", e quando dá tempo, pára para ver se tem algo para reciclar.
Escuta as tantas freiadas por dia na esquina, esperando um Ploft, que ao menos uma vez por semana vem. Assim como todos os vizinhos, que até sentem falta quando não há essa espécie de atrativo na esquina, afinal, vamos fotografar o que? Vê as madames descerem do carro e do salto com palavras doces para o outro condutor.
Isso quando algum cachorro não foge do pet da frente e avança para a mesma esquina. Mas da esquina também vem coisas belas, como a moça que só passa as sábados, cantando alto com uma voz doce e meiga, como se ninguém mais existisse no mundo.
Vê também os companheiros que não têm lar, que se aconchegam na madrugada na porta da sala do vizinho para passar a noite, afinal, não pega vento e ali parece seguro. Tão seguro que quando um menino passa a noite dentro da garagem de carros do outro vizinho, acorda aos socos e pontapés, e com ossos intactos a menos.
Universiários indo para a faculdade, trabalhadores voltando, senhoras com sacolas de compra do dia de frutas e verduras.
E o sócio na mesa da frente, abrindo a janela e analisando a forma que a nuvem tem naquele dia. E no outro, e no outro. E o diretor de web, com análise profunda sobre o por do sol, resumindo que o Cara é um Designer de primeira.
E a vida segue, nos lembrando que o trabalho apenas faz parte dela, que é repleta de tanta coisa, que até nos inspira a trabalhar mais um pouquinho.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Diretamente de Guarapuava

Dentro das minhas teorias que envolvem a publicidade, algumas se mostram cada vez mais inquestionáveis.
Publicitário do interior, precisa, obrigatoriamente ser mais criativo.
Por que?
Simples.
Uma vez que nossos clientes possuem menos verba para anunciar, não teremos recursos de produção capazes de "salvar" uma idéia nem tão criativa.
Precisamos ser mais criativos para trabalhar idéias que tragam resultados sem poder contratar aqueeele ator, aqueeela produtora.
Precisamos ser criativos e nem sempre poder concorrer a prêmios com os "grandes". Inscrever uma peça para prêmio às vezes custa mais que toda a verda de mídia que nosso cliente possui.
Vemos grandes marcas com idéias questionáveis. Vemos pequenas marcas com idéias absurdas.
Aí vem a confirmação: relevância. Criatividade pela criatividade, é fácil. Com relevância, exige um número maior de qi, ou pelo menos de repertório.
E ainda assim, criamos, planejamos. Com gosto, com vontade. Sabendo os riscos que envolvem a aprovação de um cliente sem o knowhow em marketing necessário.
Mas continuamos.

Por que?
Bom... aqui não tem trânsito.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A minha teoria

Estudantes ou amantes da comunicação social, acredito que já ouviram falar das teorias da comunicação. Então, uma vez, na faculdade, eu também ouvi. Tive a experiência de ouvir novamente na pós. E pesquiso, e pesquiso, porque preciso.
Aí me pergunto. Tantas teorias para explicar emissor, receptor, meio, feedback.
Tudo para dizer - "eu quero dizer ISTO e quero que você entenda ISTO, e se quiser, me dê uma resposta".
Simples assim. O problema é que as pessoas, chamadas de teóricos, que escrevem ISTO só conseguem dizer AQUILO e aí ninguém entende é nada. Como dar uma resposta?

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Temos vagas!



Durante minhas férias, tive a oportunidade de ver trabalhos publicitários do outro lado.
Aí vem uma reflexão. Na verdade, muito debatido em sala de aula. A utilização de celebridades em comerciais. Tudo bem, faz bem para a marca, dá personificação à ela.
Mas a questão é mais específica. Tratando-se de ensino. Campanha de vestibular, em São Paulo. A Ana Hickman estava ótima. Atraía olhares, para enfim, ler: Vestibular 2009, blablaba. Deixei passar. Chegando em Curitiba, é a Cristiane Torloni que estrela outra campanha, de outra instituição. Também uma campanha de vestibular. Ela será a dona da instituição? Professora? Alguém bem sucedida que passou por aquela faculdade? Enfim... chegando em Santa Catarina. Recebo um folheto, que num primeiro momento achava ser uma seleção para o "Em Nome do Amor". Mas não. Era o Celso Portiole sorrindo. Abaixo: faculdade a distânica blablabla. Não bastasse, no verso, o Hermano Henning, abaixo: pós graduação blablabla. Preciso voltar para a faculdade para entender coisas que passaram batido por mim. Ou quem sabe, uma tese sobre o assunto resolveria.
Na dúvida de qual faculdade, quem sabe a Mulher Melancia pode esclarecer. Ou vá dizer que você nunca pensou em utilizar ela numa campanha dessas?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Decidido

No meio da tarde, decidi.
Realmente eu precisava tomar um remédio.
Aí aparecem as vantagens de morar numa cidade na qual você pode atravessá-la em menos de 10 minutos.
Cheguei. E lá estava ele.
Parado, na porta.
Ele jamais esteve ali. Daquele jeito. Me olhando, afrontando mesmo.
Era como se dissesse: você não vai entrar. Você não precisa desse remédio.
Fiquei pensando em como entrar. Pulo a janela? Arrombo a outra porta?
E ele ali.
Até que decidi.
Era melhor eu ficar sem o remédio. Pelo menos por hoje.
E olha que o sapo nem coaxou.

Quer mais?

amigas mais bonitas que natália guimarães.
mais engraçadas que o vídeo da batatinha frita.
mais companheiras que um celular. ou um relógio.
mais inteligentes que o pasquale.
mais sagazes que marcelo tass.
mais ligeiras que "whose line is it anyway".
mais cantoras que as paquitas.
família mais completa que ifone.
irmão mais marcelino que o próprio champagnat.
irmã mais estilosa que elton john.
pai mais amável que um panda.
mãe mais diver que tudo.
um trabalho mais estressante que fila.
e mais divertido que o jeremias.
minha vida mais saborosa que burger king.
minha fé capaz de levantar mais que um guincho.
um namorado mais. simplesmente mais.